11 de noviembre de 2013

EXPO: Instituto Lina Bo e P. M. Bardi e X Bienal de Arquitetura de São Paulo (SPO)

Passado nosso breve recesso, voltamos, e para falar sobre a Casa de Vidro (São Paulo, 1950) projeto da arquiteta Lina Bo Bardi, a casa que foi sua residencia particular e que já há algumas décadas se localizado o Instituto Lina Bo e P. M. Bardi. Aproveitamos também para falar um pouco mais sobre a X Bienal de Arquitetura de São  Paulo, dado que dentro da casa estará exposto até o dia 24 de novembro, o projeto proposto por "Lina" para a Recuperação do Vale do Anhangabaú, organizado pela prefeitura em 1981, concurso no qual Lina Bo Bardi não resultou vencedora.

Imágens do Livro (Casa de Vidro © Lisboa, 1999 - Editorial Blau)

Casa de Vidro (Instituto Lina Bo e P. M. Bardi)

"A Casa Bardi foi a primeira casa que se construiu no Jardim Morumbi, quando o bairro ainda não tinha este nome (antiga Fazenda de Chá Muller Carioca). Era uma grande reserva de Mata Brasileira, cheia de bichos selvagens... Era também uma reserva de pássaros... 
Atrás da antiga Casa da Fazenda toda branca e azul, que conserva ainda os ferros e as correntes do tempo da escravidão, e os enormes tachos, bacias de cobre e outros utensílios, e atrás  ainda da senzala cor-de-rosa e das grandes figueiras, estendia-se o lago, ladeado de araucárias, com uma Mata Atlântica ao fundo, cheia de orquídeas e plantas raras. Um enorme silêncio e muitas lendas populares envolviam a Casa Grande e a mata...

Imágens do Livro (Casa de Vidro © Lisboa, 1999 - Editorial Blau)

A casa, chamada pelo povo do Real Parque e do Brooklin de Casa de Vidro, foi construída em 1951. Um exemplo daquilo que se podia realizar com o antigo Código de Normas Brasileiro (muito elogiado pelo grande engenheiro italiano Pier Luigi Nervi quando esteve no Brasil) e hoje modificado conforme as normas europeias o que tornaria esta estrutura, hoje, proibida. 
O engenheiro Tullio Strucchi executou os cálculos estruturais da casa, toda em cristal, sendo a estrutura vertical construída por tubos Manessmann e simples tubos de Eternit e a estrutura horizontal de concreto armado. O conjunto resultou trés elegant como disse o arquiteto Max Bill quando de sua visita ao Brasil, e Saul Steinberg (que foi hospede da casa por ocasião de uma exposição no Museu de Arte de São Paulo, em 1952) declarou"... uma casa poética". A casa foi visita por muitas pessoas de São Paulo e do interior, e teve grande repercussão internacional. 

Imágens do Livro (Casa de Vidro © Lisboa, 1999 - Editorial Blau)

Hoje a casa representa, com o resto da antiga Mata Brasileira, uma lembrança poética daquilo que podia ter sido uma grande reserva, o grande Parque da Cidade, com suas plantas valiosas e seus bichos, com a pequena capelinha (mal restaurada e que podia hoje se recuperar), com seu Real Parque, residências alegres de pessoas humildes e pobres, mas proprietárias das casinhas simples e se alegres quintais, exemplo de conjunto popular que denuncia as atuais soluções do problema habitacional, e a dramática ausência de um Plano diretor na cidade de São Paulo".  (Texto de Lina Bo Bardi)

© m2dsarchitects

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X Bienal de Arquitetura de São Paulo (Rede Expandida)

"Anhangabaú: Jardim Tropical"
Apresentação do projeto de Lina Bo Bardi e equipe para o Concurso do Anhangabaú, promovido em 1981 pela Emurb, que apresentava a radicalidade do uso do vale pelos pedestres em meio a um imenso parque, por ela denominado Jardim Tropical.

© m2dsarchitects

O material exposto dentro da Casa de Vidro, reúne desenhos originais, croquis de Lina Bo Bardi e equipe e uma maquete confeccionada para a exposição, com curadoria do arquiteto Renato Anelli, diretor do Instituto Lina Bo e P. M Bardi.

        
© m2dsarchitects


Anhangabaú Jardim Tropical
até o dia 24 de novembro, de quinta a domingo,
11h às 16h (última entrada às 15:45h)
Grupos superiores a 5 pessoas devem ser agendados:
visita@institutobardi.com.br

Casa de Vidro
Rua General Almério de Moura, 200 – Morumbi. Horário de funcionamento e programação detalhada pelo site www.institutobardi.com.br.

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