8 de junio de 2009

Concurso CREA-PR / BRASIL

NOVA SEDE DO CREA-PR























Hoje foi apresentado os vencedores do Concurso Público Nacional de Arquitetura para a Nova Sede do CREA-PR em Curitiba, promovido pelo Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Paraná (CREA-PR) e organizado pelo Instituto de Arquitetos do Brasil Departamento do Paraná - IAB-PR.
Sinceramente nos surpreendeu a qualidade dos projetos finalistas e sobretodo a transparência e seriedade dos organizadores deste concurso, publicando seus critérios de seleção, atas de julgamento e seguindo com clareza os pré-requisitos solicitados para este ante-projeto.

Também de igual importância foi o parecer da comissão julgadora apontando os principais problemas do projeto e propondo algumas recomendações.

Parabéns aos ganhadores e para os orgãos gestores deste concurso público de arquitetura, acreditamos que é por este caminho que deve seguir a arquitetura contemporânea brasileira.

E graças a plataforma Concurso de Projetos tivemos acesso a significativa parte da documentação apresentada pelos concursantes.

1° lugar – JEAN GRIVOT AVANCINI, CAROLINA FLACH SOUZA PINTO, LUCAS ROCHA OBINO MARTINS – Porto Alegre – RS





































































Memorial Descritivo do Projeto
O termo sustentabilidade pode ser traduzido por otimização de recursos. Recursos estes que vão além do material, do objeto que utilizamos para construir. Quando projetamos, fazemos uso de inúmeros recursos intelectuais que são traduzidos em eficiência para a edificação, ou seja, sustentabilidade. Sustentabilidade é inerente à boa arquitetura e é alcançada nos gestos iniciais de projeto, no partido, agregando-se a isto conhecimento sobre tecnologias de materiais e processos construtivos.
O projeto CREA-PR nasce de dois gestos sustentáveis: o primeiro diz respeito ao emprego de uma técnica construtiva adequada ao seu terreno, que parte da não escavação de subsolos devido ao nível elevado do lençol freático e ao alto custo; o segundo tange a criação de um conjunto bioclimático harmônico aos usuários do edifício a partir de uma correta orientação solar norte-sul e da ampliação de espaços de convívio.
Dado o declive natural do terreno de aproximadamente 1,80m desde a sua frente e a possibilidade de elevação do nível do térreo para até 1,20m a partir da cota média de sua testada frontal, torna-se possível a não escavação de subsolos para estacionamento coberto. Apenas 30cm de terra teriam que ser removidos, não causando danos ao lençol nem à tubulação que passa pela linha não edificável. Esta atitude possibilita, também, a implantação de um canteiro plano, limpo e rápido para o aparato de guindastes, caminhões e funcionários envolvidos em um grande processo de montagem.
Cabe salientar o uso de processos industrializados de construção. Estruturas leves, desmontáveis e recicláveis, em sua maioria. O prédio é modulado e montável, garantindo, assim, um processo ágil e eficiente de construção.
A orientação norte-sul foi alcançada, voltando-se uma praça de acesso para norte, integrada aos recuos obrigatórios de altura e de faixa de acumulação de veículos, por meio da utilização de uma estrutura metálica leve e móvel que recobre a faixa não edificável, possibilitando passagem e estacionamento de veículos, além de eventuais acessos para manutenção da tubulação ou mesmo sua total remoção, temporariamente, sem danos ao prédio ou mesmo aos acessos (maiores informações legais constam no painel).
A ampliação das áreas de convívio tornou-se possível, uma vez não amplamente prevista no programa básico de necessidades, a partir da otimização de espaços com simples gerenciamento de horários. Inúmeras salas de reunião utilizadas simultaneamente apenas em dias de câmara foram sobrepostas ao salão fechado de 300 pessoas, que neste projeto passa a ser uma área de usos múltiplos, modulável. Desta forma, foi possível criar uma ampla praça, que serve como foyer e palco para eventos abertos, a qual é somada ao térreo para atividades culturais abertas ao público e aos profissionais representados pela instituição, sem, contudo, conflitar com as atividades internas do prédio.
Circulações amplas, voltadas para as visuais do prédio e da cidade, são ventiladas naturalmente e interligadas por escadas abertas. Um convite ao uso sustentável.

Parecer da Comissão Julgadora:
O anteprojeto de n°28, classificado em 1° lugar, tem caráter compatível à instituição, se apresenta como uma construção de fácil execução e de menor custo comparado com os demais, principalmente por resolver o projeto com um único subsolo. O sistema de fluxos e circulações, tanto horizontais como verticais, permite o melhor uso e a necessária flexibilidade dos espaços propostos. O Plenário é o principal e mais significativo espaço e marca sua presença com forma própria. Criação de amplo saguão que antecede ao Plenário, no pavimento inferior ao mesmo, com potencial para um uso otimizado como, por exemplo, local para exposições e atividades coletivas, agregando assim à comunidade um espaço de uso público. É um edifício com estrutura racional e atende os critérios de sustentabilidade.

Principais problemas observados:
- Distribuição dos sanitários nos pavimentos;
- Plenário superdimensionado;
- Dificuldades de manutenção e controle da parede verde Norte;
- Inadequação parcial do arrimo ao terreno legal no subsolo;
- Presença de 2 (dois) acessos para veículos.

RECOMENDAÇÕES DA CJ:
1. – Readequar os sanitários nos pavimentos para atender ambos os sexos e pessoas com necessidades especiais;
2. – Redimensionar o Plenário com a criação de um foyer, melhorando o acesso;
3. – Estudar a vegetação na parede verde de forma a reduzir sua manutenção, bem como não inibir a incidência do sol no período do inverno.

Fonte: CREA-PR












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