23 de mayo de 2009

Expo Shangai 2010

Concurso Pavilhão do Brasil



























Hoje recebi uma infeliz notícia da plataforma Concurso de Projeto. Notícia primeiramente publicada na página web da editora PINI.

Contararei um pouco a triste trajetoria deste tema "Pavilhão do Brasil na Expo 2010", porque levo mais de um ano acompanhando e esperando informações sobre este "Concurso".

Creio que as organizações que queiram ser responsáveis de temas como esse, deveriam apresentar seus critérios e sobre tudo, partir de um princípio democrático aonde todos os arquitetos brasileiros possam ter a oportunidade de "Expor" sua cultura com um projeto digno que suprima tal responsabilidade.


08.AGOSTO.2008 (fonte: Terra)
O contrato de construção do pavilhão do Brasil na Exposição Universal de Xangai edição 2010 (Expo Xangai 2010) foi assinado na manhã dessa sexta-feira, em Xangai, na China. O comissário-geral do Brail para o evento, assessor especial do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), José Mauro Couto, assinou o acordo junto com o diretor-geral do evento chinês, Hong Hao, na presença do presidente Luís Inácio Lula da Silva, na embaixada do Brasil em Pequim.
A exposição será de 1º de maio a 31 de outubro de 2010 e terá como tema "Uma melhor cidade, uma vida melhor". Contando com o Brasil, 173 países e 33 organizações internacionais já confirmaram presença.


07.ABRIL.2008 (fonte: AsBEA)
Arquitetos paranaenses participam do Concurso de Idéias que vai eleger o melhor projeto para o Pavilhão Brasileiro na Exposição Universal de Xangai 2010.
O concurso é fruto do início da parceria da Agência Brasileira de Promoção e Exportações de Investimentos APEX-Brasil com a AsBEA Nacional.
(Porém, está é a única notícia/informação do concurso.)


22.MAIO.2009 (fonte: Concurso de Projeto)
Fernando Brandão vence concurso de projeto para Pavilhão do Brasil na Expo Xangai 2010.

A AsBEA (Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura) e a APEX (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e investimentos), segundo informações publicadas na PINIweb nesta data, realizaram concurso para o Pavilhão Brasileiro na Expo Xangai 2010. O projeto vencedor é de autoria do arquiteto Fernando Brandão, que concorreu com Klaus Dal Pai Bohne, Tria Sistemas de Arquitetura, Gustavo T. Bertozzi e Nexo Arquitetura e Construções.
Ainda segundo a referida notícia, o projeto vencedor é baseado nas “Cidades Pulsantes” do Brasil.


Imagens deste projeto:



































































Nota do editor – portal concursosdeprojeto.org
"Não foram localizadas nas páginas da AsBEA ou da APEX na internet informações sobre o referido concurso. Não há informações sobre quando a seleção foi realizada, quais foram os procedimentos, se o concurso foi restrito a convidados, qual a comissão julgadora ou sobre os critérios de seleção. Em nenhuma das referidas páginas foram encontrados registros de anúncios do lançamento do referido concurso.

O portal concursosdeprojeto.org entrou em contato, por meio de correio eletrônico, com as duas instituições e aguarda maiores informações sobre o referido concurso. Foi contactada também a Assessoria de Comunicação do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), que em 2008 assinou contrato para a participação do Brasil na Expo Xangai 2010."

Devemos nos manifestar para que essa seja a última vez que um Concurso tão importante seja manipulado desta forma !!!


4 comentarios:

Anónimo dijo...

O concurso
De acordo com o vice-presidente da AsBea, Fernando Pinheiro, a realização do concurso para o projeto do pavilhão do Brasil na Expo Xangai 2010 foi uma solicitação da APEX. A concorrência faz parte de um pacote de ações desenvolvidas pelas duas entidades por meio de um convênio de cooperação. "Trata-se de um projeto setorial integrado para promoção das exportações de serviços de arquitetura, com o objetivo de construir um ambiente favorável ao desenvolvimento de uma cultura exportadora para o setor de arquitetura nacional, por meio do incremento da presença de profissionais brasileiros no cenário internacional e do fortalecimento da imagem da arquitetura brasileira", explica Pinheiro.

Por orientação da Apex, foram convidados para o concurso os 65 primeiros escritórios associados à AsBEA que aderiram ao Convênio de Cooperação. Entre os convidados, dez escritórios manifestaram interesse em participar do processo, sendo que três disputaram a final: Fernando Brandão Arquitetura + Design, Nexo Arquitetura e Construções e TRIA - Sistemas de Arquitetura.

O júri foi composto pelo arquiteto Fernando Serapião, editor executivo da revista Projeto Design, Ronaldo Rezende - Presidente da AsBEA, Henrique Cambiaghi - Conselheiro Deliberativo AsBEA, Coordenador do Prêmio AsBEA, Fernando Pinheiro, vice-presidente da AsBEA e titular do escritório LimaPinheiro Associados e Guilherme Takeda, Conselheiro Consultivo da AsBEA.

De acordo com Pinheiro, a escolha de Fernando Brandão foi baseada nos seguintes aspectos: originalidade, criatividade, exeqüibilidade, flexibilidade, clareza no conceito e qualificação técnica do escritório. "Mesmo tendo como base uma construção pré-existente, a proposta escolhida consegue dar identidade forte e marcante ao projeto, utilizando materiais simples e de fácil execução".

Confira, na íntegra, comunicado de Fernando Pinheiro sobre os critérios de decisão do júri para a escolha do projeto:

"A questão da flexibilidade dos diversos ambientes permeia o projeto, por exemplo, a sala dos espelhos atende às exigências programáticas, tais como espaço expositivo, auditório ou local para jantares e/ou coquetéis. O projeto prevê infraestrutura para todas estas atividades.

Outro ponto relevante previsto é a questão dos diversos tipos de público que freqüentarão o local, desde autoridades a visitantes. A questão dos acessos independentes está bem resolvida e com infraestrutura adequada.

Importante ressaltar a solução dada para o acesso através de rampa perimetral com declividade pouco acentuada, coberta e protegida, que serve como pulmão para as filas e ao mesmo tempo possibilita o inicio do espaço expositivo.

Verificou-se também que o escritório apresenta vivência internacional em montagens de espaços expositivos temporários".

Anónimo dijo...

pessoal, também apoio essa sua posição de lutar contra esses concursos manipulados, mas procurando na internet, vi essa note sobre o concurso publicado na piniweb

"O concurso
De acordo com o vice-presidente da AsBea, Fernando Pinheiro, a realização do concurso para o projeto do pavilhão do Brasil na Expo Xangai 2010 foi uma solicitação da APEX. A concorrência faz parte de um pacote de ações desenvolvidas pelas duas entidades por meio de um convênio de cooperação. "Trata-se de um projeto setorial integrado para promoção das exportações de serviços de arquitetura, com o objetivo de construir um ambiente favorável ao desenvolvimento de uma cultura exportadora para o setor de arquitetura nacional, por meio do incremento da presença de profissionais brasileiros no cenário internacional e do fortalecimento da imagem da arquitetura brasileira", explica Pinheiro.

Por orientação da Apex, foram convidados para o concurso os 65 primeiros escritórios associados à AsBEA que aderiram ao Convênio de Cooperação. Entre os convidados, dez escritórios manifestaram interesse em participar do processo, sendo que três disputaram a final: Fernando Brandão Arquitetura + Design, Nexo Arquitetura e Construções e TRIA - Sistemas de Arquitetura.

O júri foi composto pelo arquiteto Fernando Serapião, editor executivo da revista Projeto Design, Ronaldo Rezende - Presidente da AsBEA, Henrique Cambiaghi - Conselheiro Deliberativo AsBEA, Coordenador do Prêmio AsBEA, Fernando Pinheiro, vice-presidente da AsBEA e titular do escritório LimaPinheiro Associados e Guilherme Takeda, Conselheiro Consultivo da AsBEA.

De acordo com Pinheiro, a escolha de Fernando Brandão foi baseada nos seguintes aspectos: originalidade, criatividade, exeqüibilidade, flexibilidade, clareza no conceito e qualificação técnica do escritório. "Mesmo tendo como base uma construção pré-existente, a proposta escolhida consegue dar identidade forte e marcante ao projeto, utilizando materiais simples e de fácil execução".

Confira, na íntegra, comunicado de Fernando Pinheiro sobre os critérios de decisão do júri para a escolha do projeto:

"A questão da flexibilidade dos diversos ambientes permeia o projeto, por exemplo, a sala dos espelhos atende às exigências programáticas, tais como espaço expositivo, auditório ou local para jantares e/ou coquetéis. O projeto prevê infraestrutura para todas estas atividades.

Outro ponto relevante previsto é a questão dos diversos tipos de público que freqüentarão o local, desde autoridades a visitantes. A questão dos acessos independentes está bem resolvida e com infraestrutura adequada.

Importante ressaltar a solução dada para o acesso através de rampa perimetral com declividade pouco acentuada, coberta e protegida, que serve como pulmão para as filas e ao mesmo tempo possibilita o inicio do espaço expositivo.

Verificou-se também que o escritório apresenta vivência internacional em montagens de espaços expositivos temporários".]

fonte:

http://piniweb.com.br/construcao/arquitetura/fernando-brandao-vence-concurso-de-projeto-para-pavilhao-do-brasil-139396-1.asp

Abraço, parabens pela posição!

MALO DE MOLINA + SILVA dijo...

Muito Obrigado pela informação.

Serve pra gente ver um pouco os critérios (desculpas) que estas associações utilizam para tomar frente a concursos e temas que a eles lhe interessam.

Sigue sendo uma pena que se percam as poucas oportunidades que surgem para os jovens arquitetos mostrarem suas idéias, trabalhos e experiências.

Desde aqui ... seguimos descubrindo e revelando como funciona os sistemas administrativos no brasil, e lutando para mudar essa situação !!!

Saudações.

Gustavo T. Bertozzi dijo...

Sou Gustavo Bertozzi, arquiteto da Nexo Arquitetura e Construções, autor de um dos dois outros projetos finalistas desse concurso. Não percebi nenhuma manipulação. Ao contrário, a parceria com a APEX foi amplamente divulgada e bastante transparente com muito tempo de antecedência. Acontece que nem sempre estamos abertos às oportunidades. Nosso escritório participou, foi até o final. Bem, alguém tinha que ganhar!