3 de septiembre de 2018

ARTÍCULO: Un brasileño en París. Por Julio Malo de Molina

Foto del edifício Sede del Partido Comunista Francés
POR JULIO MALO DE MOLINA
La mejor arquitectura de París la proyectó un brasileño. Muchos críticos coinciden en este juicio: el soberbio conjunto proyectado por Oscar Niemeyer durante su exilio europeo puede ser considerado el hito arquitectónico más bello de la capital francesa; lo cual se entiende así por contener mayor coherencia constructiva, acertada implantación, y valiente modernidad. Aún funciona como sede muy activa del veterano Partido Comunista Francés; diseñada en 1965 se construye entre 1967 y 1971, en un barrio de clase media, al nordeste de la metrópolis, caracterizado por una trama reticular y espaciosa al modo del urbanismo de Haussmann. Ocupa un gran solar que el ingenioso arquitecto organiza de modo que la intervención deje «respirar» la ciudad, utilizando el terreno bajo rasante para así generar un espacio libre de uso publico. Se compone de tres elementos: la base de tres plantas enterradas para liberar un amplio jardín; una cúpula, inspirada en la plaza de los tres poderes de Brasilia, para alojar el auditorio, mediante semiesfera blanca que resplandece sobre la amable explanada, ornada con esculturas y frondoso arbolado. Y la torre ondulante de seis pisos, semejante al Edificio Copan de Sao Paulo, la cual descansa sobre cinco columnas que constituyen su único apoyo; el muro cortina de vidrio le proporciona una apariencia de elegante ligereza.

Visité la emocionante obra al poco de inaugurarse, pues se trata de una lección de arquitectura que todo profesional debe conocer. Aún no había viajado a Brasilia y me sorprendió esa arquitectura de formas telúricas para vivificar la rigidez del racionalismo moderno. Oscar Niemeyer Soares Filho nació en Rio de Janeiro en 1907, muy joven dirige el conjunto urbanístico de Pampulha en Belo Horizonte (1940), declarado hace poco Patrimonio de la Humanidad por la Unesco. En 1952 es seleccionado para construir la sede de Naciones Unidad en Nueva York, pero resulta vetado por la intolerancia de la América macartista. El presidente brasileño Juscelino Kubitschek le encarga proyectar la nueva capital del Estado Federativo que se inaugura en 1960; poco después un golpe militar acaba con la democracia en su país (1964) y Niemeyer resulta encarcelado por su filiación comunista. Luego se exila a París, donde fue muy bien acogido por André Malraux, ministro de Cultura del general De Gaulle.

No hace mucho regresé para disfrutar tan excelente arquitectura, que se conserva de forma espléndida. Al acceder al vestíbulo enterrado admiré de nuevo el retrato de Pablo Picasso, de la fotógrafa americana Lee Miller (1907-1977). Es lógico percibir menos bullicio en sus amplios espacios abiertos al público, pues cuando se construyó, el PCF era la formación hegemónica de la izquierda francesa con el 25% de los votos, muy por encima de los socialistas, ocupando responsabilidades de Estado, incluso varios ministerios en diversos gobiernos de amplia coalición. Oscar Niemeyer fue galardonado en 1988 con el Premio Pritzker, considerado el Nobel de arquitectura, y el 1 de enero de 2003 pudo regresar a la Brasilia que él había concebido, en medio de una marea de banderas rojas. El 30 de enero de 2007 celebró en París su centenario con una escultura de diez metros de altura en forma de mano abierta que eleva al cielo una flor de paz. El año anterior se había casado con una chica joven, pues en su longevidad siempre fue un muchacho rebelde; nunca dejó de trabajar hasta que se fue diez días antes de alcanzar la edad de 105 años, leal a su doble compromiso, social y profesional.

16 de mayo de 2018

IAB São Paulo lança concurso para curadoria da XII Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo

IAB/SP lança concurso para curadoria da XII Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo
No ano de comemoração de seus 75 anos, o Instituto de Arquitetos do Brasil – Departamento de São Paulo (IABsp) abre, no dia 14 de maio de 2018, o concurso inédito para apresentação de propostas de curadoria para a XII Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo (XII BIA) que acontecerá durante os meses de setembro a dezembro 2019. A proposta curatorial deverá formular os conceitos e temas que elaboram a Bienal.

Sobre as Bienais Internacionais de Arquitetura de São Paulo
A Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo é o projeto mais significativo que o IABsp realiza. Desde sua primeira edição em 1973, busca de variadas formas, rever, discutir, explorar e tornar acessível à diversos públicos o amplo espectro de nossa sociedade quando discutimos a ocupação do território. Sendo uma importante manifestação cultural, social e política, a Arquitetura e o Urbanismo brasileiros encontram nas Bienais sua principal instância de debate, essencial para a crítica e desenvolvimento. Tendo a disciplina como retrato dessa sociedade em termos físicos e territoriais, a Bienal deve ser então o metarretrato por meio do qual observamos e interpretamos a realidade e desafios colocados.
Para tal propósito o IABsp decidiu abrir um concurso de propostas curatoriais para que, de forma democrática, seja possível compreender quais são esses debates, diálogos e críticas necessários neste momento.

Concurso para curadoria
Este concurso buscará propostas que questionem ou problematizem o status quo da Arquitetura e do Urbanismo. Interessa portanto que os argumentos para a Bienal se valham da sua posição de importância do evento e contribuam com o debate sobre as cidades e o papel essencial que arquitetas e arquitetos devem prestar à sociedade. Como base de discussão, o IABsp organizará uma série de debate sobre crítica, expografia e contexto nacional. Maiores informações serão divulgadas no site do IABsp.

A data limite para as inscrições é 10/07/18 e deverá ser feita de forma gratuita por meio do formulário eletrônico disponível no site. Todo o conteúdo solicitado deverá ser apresentado em português e inglês.

Saiba maisSite do IABsp: www.iabsp.org.br/bia
E-mail para contato: bienal@iabsp.org.br


Sobre o Instituto de Arquitetos do Brasil O Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), fundado em 1921, é uma entidade sem fins lucrativos, que congrega arquitetos e urbanistas articulados em prol da construção democrática e sustentável das cidades e da prática profissional como meio para enfrentar a desigualdade sócio-espacial no Brasil e atender as necessidades dos cidadãos quanto à qualidade de vida, à justiça social, ao acesso universal aos direitos sociais e ao desenvolvimento socioeconômico e ambiental

Instituto de Arquitetos do Brasil – Departamento de São Paulo
Rua Bento Freitas, 306 – 4º andar – Vila Buarque – 01220-000 – SP
Fone: (11) 3259-6866 | 3259-6149
www.iabsp.org.briabsp@iabsp.org.br

JORNADA "Instrumentos para la rehabilitación integral de tejidos urbanos: experiencias recientes"


Organiza
Consejería de Fomento y Vivienda de la Junta de Andalucía y el Colegio Oficial de Arquitectos de Cádiz

Fecha y Lugar
18 de mayo de 2018, de 10:00h a 14:15h y de 17:00h a 20:30h
Salón de Actos del Colegio Oficial de Arquitectos de Cádiz. Plaza de Mina, 16. 11004 Cádiz

PONENTES:

Manuel Ángel GONZÁLEZ FUSTEGUERASArquitecto. Territorio y ciudad

Daniel MORCILLO ÁLVAREZArquitecto. Jefe del Departamento de Rehabilitación de la EMVS
Jordi MAS HERREROArquitecto. Teniente de Alcaldesa de Urbanismo y Vivienda. Ayuntamiento de Santa Coloma de Gramenet
Juan RUBIO DEL VALJefe del Área de Rehabilitación Urbana de la Sociedad Municipal Zaragoza Vivienda. Director del Observatorio Ciudad 3R
Mª del Mar GONZÁLEZ RODRÍGUEZPsicóloga. Comisionada para el Polígono Sur de Sevilla
Joaquín MURIANO AYÁNArquitecto. Director Provincial de AVRA. Consejería de Fomento y Vivienda. Junta de Andalucía

Inscripción
Gratuita. Hasta las 14.00h del jueves 17 de mayo.
Las inscripciones se atenderán por riguroso orden de inscripción hasta completar aforo.


Programa y Boletín de Inscripción


Colegio Oficial de Arquitectos de Cádiz
Plaza Mina, 16
11004 Cádiz - España, 11004

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Colegiados del COA Cádiz

6 de diciembre de 2017

11ª Bienal de Arquitetura de São Paulo - Programação



EXPOSIÇÕES E PROGRAMAÇÃO

Apresentamos a agenda de dezembro da 11a Bienal. A programação completa e atualizada de atividades será divulgada no site da Bienal e nos pôsteres da programação, divulgados semanalmente até o fim de 2017. Confira: www.11bienaldearquitetura.org.br


PROGRAMAÇÃO DEZEMBRO

Provocando Cidades ação
02, 09 e 16/12, das 13 às 15h
Sesc Parque D Pedro II - Praça São Vito, s/n - Brás
aberto ao público e gratuito

Jane Hall / Assemble (Inglaterra) palestra
6/12, das 19 às 22h
Praça das Artes: Av. São João - Centro
aberto ao público e gratuito

Cumbica e Contracondutasexposição e lançamento do livro do Projeto Contracondutas
Abertura: 07/12, das 19 às 22h
Casa do Povo: R. Três Rios, 252 - Bom Retiro
Funcionamento da exposição: 8/12 a 19/12 e 16/01 a 27/01
terça a sábado, das 14 às 19h
aberto ao público e gratuito

Era o Hotel Cambridgeprojeção de filme e skype São Paulo-Augsburg
8/12, 18h: filme e 20h: skype
Ocupação 9 de Julho: R. Álvaro de Carvalho, 427. Bela Vista

Microtopia - Manifestação Poética05/12 e 08/12, às 18h
09/12 e 10/12, às 15h
Parque da Aclimação - Concha Acústica
R. Muniz de Souza, 1119
Inscrições: elascoletivo@gmail.com
aberto ao público e gratuito

Otrório
jogo
09/12, das 13 às 20h
Sesc Campo Limpo - R. Nossa Sra. do Bom Conselho, 120 - Vila Prel
aberto ao público e gratuito

Bioconstrução: a barraca móvel de bambu construção de uma barraca de bambu
09/12, da 8 às 13h
Casa de Cultura Candearte - R.: Marcelino Correa de Melo, 100 - Parque Marabá, Taboão da Serra
aberto ao público e gratuito

MOVAcidade: sobre rodas... sobre trilhos... sobre pés… Trupe Sinhá Zózima com o arquiteto Eduardo Pizarro
percurso urbano
10/12, às 11h
Sesc Itaquera (percurso segue até o Sesc Parque Dom Pedro II)
Duração de 5h | 20 vagas, inscrições 30min antes
17/12, às 15h
Sesc Parque Dom Pedro II
aberto ao público e gratuito

5 de marzo de 2017

CARME PIGEM, RCR y el PRITZKER ARCHITECTURE PRIZE 2017

Estúdio RCR Arquitectes
El pasado jueves día 2 de marzo en todos los medios resplandecía la noticia. El galardón más importante de la arquitectura, The Pritzker Architecture Prize, se concedía en su edición de 2017 a tres arquitectos con estudio en Olot, Girona, que además son asesores del Parque Natural de la Zona Volcánica de La Garrotxa.

Se trata de Rafael Aranda, Carme Pigem y Ramón Villalta, RCR arquitectes. Esta relevante distinción considerada ‘Nobel de la arquitectura’ se concedió por vez primera en 1979 a Philip Johnson, autor de las madrileñas Torres KIO, dos rascacielos inclinados también conocidos como ‘Puerta de Europa’, si bien al año siguiente se otorga al ingeniero mexicano Luis Barragán cuya obra a escala más humana y de primorosa factura se aleja de la desmesura del norteamericano.



Parque de la Piedra Tosca (Les Preses, 2004)

Desde entonces la lista de profesionales distinguidos por la Fundación Hyatt ha oscilado, desde la arquitectura espectacular y mediática, como la de Hans Hollein, Frank Ghery o Christian de Portzamparc; al rigor disciplinar y coherentemente moderno propio de esforzados artesanos de la arquitectura, como Oscar Niemeyer, Tadao Ando, Rafael Moneo, Paulo Mendes da Rocha o Eduardo Souto de Moura. En 2002 se premia a Glen Murcutt, arquitecto australiano cuyo trabajo se caracteriza por las soluciones simples, eficaces, inventivas, así como adecuadas al medio ambiente y a las tradiciones populares de su tierra.


Biblioteca Sant Antoni-Joan Oliver (Barcelona, 2005)

Una decisión del jurado de ese año precursora de ésta que ha premiado la discreta labor de Rafael, Carme y Ramón. Conocí a Carme Pigem en febrero de 2003, ella ya era una prestigiosa arquitecta muy joven, y su equipo RCR arquitectes destacaba por su trabajo apegado a la naturaleza mediante una arquitectura lenta, silenciosa y sostenible. Por eso la seleccionamos para participar en el jurado que concedió la primera edición de los premios de arquitectura que con carácter bienal concede el Colegio de Arquitectos de Cádiz, en el cual yo tenía el orgullo de ejercer como su primer Decano. Se establecieron dos premios, el Sánchez Esteve en honor al arquitecto que introduce en Cádiz el Movimiento Moderno, y el Premio Torres Clavé para arquitectos jóvenes que lleva el nombre de ese profesional novel que murió combatiendo en nuestra guerra civil después de haber liderado la modernidad durante la República. 

La intervención de Carme tuvo mucho que ver con las características de las obras premiadas: la Casa de las Estrellas, de Jesús Orúe y Pedro Ledo, una vivienda mínima bien resuelta con recursos sencillos; y el Sendero del Pinar de la Algaida, de Ramón Pico y Javier López, intervención sostenible sobre un espacio natural tan delicado como el Parque de los Toruños.


Restaurante Les Cols (Girona, 2005)

Carme nos sedujo a los demás participantes en el jurado, entre quienes también estaban Juan Antonio Corrales, Javier García Solera, Víctor Pérez Escolano y Raimon Torres, todos ellos reputados maestros de tan noble disciplina.

La obra de Carme Pigem Barceló y de sus dos compañeros está inspirada en el singular paisaje de su tierra, algo muy visible en el Parque de la Piedra Tosca (Les Preses, 2004), que recupera una tradicional explotación agrícola de cráteres volcánicos. Surgen también de estas ideas obras recientes en entornos urbanos, como la biblioteca Sant Antoni-Joan Oliver en una manzana del Ensanche de Barcelona (2005), el restaurante Les Cols (2005) y la guardería Els Colors (Manlleu, 2006). 


Guardería Els Colors (Manlleu, 2006)

Es una satisfacción que tan solemne distinción se conceda este año a una forma humilde de construir, alejada de estos acontecimientos plásticos ajenos a la arquitectura para hombres y mujeres que muchos deseamos.

Fuente: Texto publicado originalmente en el periódico La Voz de Cádiz.