19 de junio de 2016

Políticas públicas, Planejamento Urbano, Ambiental e desafios regionais são temas do seminário do SEMASA (ABC)


Com o objetivo de debater alternativas que contribuam para a solução ou mitigação dos problemas relacionados à mobilidade urbana e à saúde ambiental nas grandes cidades, o SEMASA, com patrocínio da Caixa e Governo Federal, promove o Seminário “A Cidade Ideal e a Cidade Real: Meio Ambiente e Mobilidade Urbana” no dia 21/6. 

A atividade é parte das atrações do Mês do Meio Ambiente de Santo André e vai acontecer no anfiteatro Heleny Guariba a partir das 8h. A participação é gratuita e aberta a todos os públicos. Os interessados devem fazer inscrição neste link.

O evento terá três mesas temáticas, que contarão com a participação de diversos especialistas e pesquisadores do setor de saneamento, meio ambiente, saúde, gestão pública e infraestrutura urbanística. O foco principal será discutir as relações entre os hábitos de consumo da sociedade e seus impactos na qualidade ambiental da cidade.

A primeira mesa, “Ferramentas da política pública e os desafios regionais”, será aberta às 9h30 pelo superintendente do Semasa, Sebastião Ney Vaz Jr. O debate trará a participação do diretor geral da unidade de gerenciamento do Programa de Mobilidade Urbana Sustentável de Santo André, Edilson Factori, e da coordenadora de programas e projetos de Consórcio Intermunicipal Grande ABC, Sandra Teixeira Malvese.

Às 11h o debate muda de temática e traz experiências sobre “Modais alternativos e o reflexo no meio ambiente e saúde. Mobilidade limpa e sustentável”. A mesa será composta pelo pesquisador do Laboratório de Poluição Atmosférica Experimental e do Núcleo de Estudos de Epidemiologia Ambiental da Faculdade de Medicina da USP, Luiz Alberto Amador Pereira; pela gerente comercial da Eletra Industrial, empresa pioneira na produção de ônibus elétricos, Iêda A. Oliveira; e pelo professor de mobilidade urbana do curso de Engenharia, Modelagem e Ciência Sociais Aplicadas da UFABC (Universidade Federal do ABC), Humberto Paiva Júnior.

Após o almoço, o seminário dá espaço para a terceira mesa que vai debater “Planejamento: urbano e ambiental – indissociável”. Dela participarão Fernando Felippe Viegas, coordenador de pós-graduação lato-sensu da associação Escola da Cidade; Jeroen Johannenes Klink e Francisco de Assis Comarú, respectivamente coordenador de mestrado e orientador de mestrado e doutorado do Programa Planejamento e Gestão de Território da UFABC.

Confira a programação completa e mais detalhes sobre os convidados abaixo. As inscrições já estão disponíveis e devem ser feitas pelo site do SEMASA.

SERVIÇO

Seminário “A Cidade Ideal e a Cidade Real: Meio Ambiente e Mobilidade Urbana”

Data: 21/6/2016

Horário: A partir das 8h (credenciamento)

Inscrições: Clicando aqui

Evento Gratuito

PROGRAMAÇÃO:

MAPACAD, acervo de cidades em DWG


O site MAPACAD permite download de mapas das cidades mais importantes do mundo em formato DWG para trabalhar com programas de desenho como AutoCAD ou BricsCAD. 

Essa plataforma facilita a análise dos entornos das cidades na hora de desenvolver propostas para concursos de arquitetura e urbanismo. 

Os dados utilizados para gerar os arquivos DWG são extraídos de fontes de código aberto como www.openstreetmaps.org e estão compostos por um mínimo de 25 layers que diferenciam os elementos tais como bairros, quadras, eixos das vias ou parques, entre outros.


¿Qué es Mapacad.com ?Mapacad.com es una página web donde se pueden encontrar cientos de ciudades en formato dwg listas para descargar y ser utilizadas a través de programas de diseño como Autocad o Bricscad.

¿Cómo se obtienen los planos de Mapacad.com ?Los técnicos de Mapacad usan vários programas de diseño capaces de transformar archivos GIS y Shapefile para transformarlos en archivos dwg. Los datos e información de la mayoría de los planos se obtiene de la plataforma www.openstreetmaps.org.


¿Qué información contienen los planos?Todos los planos tienen un mínimo de 27 capas, siendo de gran interés los ejes de las calles, las autopistas, manzanas y parcelas, los límites naturales como ríos o costas y los barrios.
Aerialway / Aeroway / Amenity / Barrier / Boundary / Craft / Cycleway / Deftpoint / Emergency / Geological / Highway / Historic / Landuse / Leisure / Man Made / Military / Natural / Office / Power / Public Transport / Places / Railway / Routes / Shop / Sport / Tourism / Waterway,

Términos y condiciones:Para conocer los términos y condiciones puedes acceder a: http://www.mapacad.com/es/terms-and-conditions/

Para más información contactar con mapacad@mapacad.com

Fonte: AV (Arquitectura Viva) e MAPACAD

13 de junio de 2016

SEMINARIO INTERNACIONAL PDR-ABC (Resultados)


No passado dia 08 e 09 de junho aconteceu no Auditório da Universidade Federal do ABC (UFABC - Campus SBC) o Seminário Internacional "Desenvolvimento e Governança regional", tal e como anunciamos em um anterior post.
Tivemos a oportunidade de acompanhar a apresentação de alguns expositores e queremos compartilhar com vocês nossas observações desse seminário que levantou questões atuais do cenário urbano que afligem cidades de todo o mundo.
Estamos convictos de que tais iniciativas abrem oportunidade ao diálogo, o primeiro passo para se chegar a um consenso e a partir de então, dar inicio ao processo de planejamento do território e seu tecido urbano.
Acreditamos que estratégias de desenvolvimento econômico sustentável articuladas as transformações sócio-culturais da vida contemporânea podem gerar cidades melhores e mais democráticas.
A continuação nossas anotações:

DIA 08.06.2016 - 10 H
GOVERNANÇA TERRITORIAL, DEMOCRACIA E DESENVOLVIMENTO
(Moderador: Luiz Marinho - Prefeito de SBC e Presidente do Consorcio Intermunicipal do Grande ABC)


Expositor 1: EDUARDO MARQUES (CEM-CEBRAP)
“Redes Sociais, o Território e a (re)constituição da Metrópole”
- Estatuto da Metrópole não menciona a questão dos investimentos.
- Ressalta a importância dos planos de mobilidade urbana, macro e micro-drenagem, logística e a questão dos modelos viários.
- Macrozoneamento (PDR-SP e PDR-ABC)
- Preservação dos Mananciais, das Nascentes, incapacidade e poucos investimentos por parte da SABESP.
- Pano de Fundo do PDR - Plano Diretor Regional e seus problemas
- Entender o momento a partir de comparações; crise similar a da Década de 90.
- Conseqüências: Pobreza cresce na zona urbana, será preciso soluções a longo prazo.
- “Sinergias Produtivas Acumuladas” e a recuperação das zonas mais afetadas.
· LONDRES + PARIS
- Exemplos de planejamento urbano em situações críticas,
- Resolução das questões metropolitanas, organização e modelos de governança.
- Planejamento Territorial e a Habitação Social como prioridade.
· BRASIL
- 1974: Privatizações do período da ditadura; água e esgoto, energia, água, telefone...
- 1994: Plano Metropolitano Inter-Regional.
- 2014: Plano de Ação da Macrometrópole.
- 2015: Estatuto da Metrópole.
- 2016: Avanços Institucionais; porém falta coordenação, investimentos e baixa consolidação dos propósitos. Tendência de judicialização X Estatuto da Cidade.
· DESAFIOS INTERMUNICIPAIS
- Técnico e capital humano.
- INTERSETORIALIDADE. Conflitos, cita a Represa Billings e sua diversidade de usos: Abastecimento, Lazer, Reservatório e com a passagem do rodoanel, transporte.
- POLÍTICA DE GESTÃO. Coordenação e mobilização dos agentes públicos e privados.
- PADRÕES DE GOVERNANÇA. Atores, Instituições e Processos.
- ARTESANATO POLÍTICO. Costuras e operações, diálogos, redes são estruturas de médio alcança.
. Estruturas formais e padrões de governabilidade. Redes Sociais e Território.

Expositor 2: JOAQUIM OLIVEIRA MARTINS (OCDE - PARIS)
“Governança Metropolitana e Desenvolvimento”
· URBANISMO E DESENVOLVIMENTO
- Governança pública territorial, ressalta que as políticas públicas esqueceram do território.
- 1970-2014 houve um boom da urbanização.
- Afirma que o PIB não representa o desenvolvimento econômico de uma nação.
- ASIA. Relação mais direta entre urbanização e desenvolvimento econômico.
- AMERICA DO SUL. Não tem a relação citada anteriormente.
- Será necessário um “RETROFIT” das cidades latino americanas.
· O QUE DEFINE UMA CIDADE ?
- A densidade da área urbana funcional.
· QUE TIPO DE CIDADES QUEREMOS ?
- FUNCIONAL x ADMINISTRATIVA. Cita duas cidades: Paris ou Roma.
- TAMANHO DA CIDADE x PRODUTIVIDADE. Explica que quando se dobra o tamanho da cidade, a produtividade cresce de 3% a 5%.
- SISTEMA DE GOVERNANÇA pode gerar produtividade nas cidades.
- FRAGMENTAÇÃO ADMINISTRATIVA é horizontal, gera menos produtividade e mais desigualdade.
- SISTEMA DE GOVERNANÇA INTEGRADO é mais inclusivo.
· PORTUGAL
- Nos deixaram a herança de governança centralizadora.
- Importância das cidades em desenvolvimento.
-Processo de difusão das ações bem sucedidas estimulam outros setores territoriais.
· FATORES QUE AUMENTAM A PRODUTIVA
- Capital humano e investimentos.
- Subvenção governamental.
- Compras e investimentos públicos.
- Governança metropolitana.
· ÁREAS DOMINANTES
- Transporte, Desenvolvimento econômico e Planejamento Urbano.
- Frente a centralidade criar sistema de governança metropolitana.
- Para gerar bem estar é preciso criar zonas igualitárias.
- Analise territorial da OECD.

DIA 08.06.2016 - 14 H
A REGIÃO QUE TEMOS; ESTRATÉGIAS DE DESENVOLVIMENTO
(Moderador: Vicente Trevas - Secret. Relações Internacionais e Federativas da Prefeitura de São Paulo)

CIUDADES DEMOCRÁTICAS: REDES COLABORATIVAS Y TRANSNACIONALES


Por Bernardo Gutiérrez

El encuentro Ciudades democráticas: tecnologías de los comunes y el derecho a la ciudad democrática, celebrado en Madrid entre el 23 y el 28 de mayo, generó un importante diálogo internacional entre algunos de los actores más relevantes del mundo en cuestiones de tecnología, democracia y participación. La extracción de datos de Twitter de los hashtags #CiudadesDemocráticas, #DemocracyLab y #DCENTMadrid configura una red que revela detalles vitales del encuentro.

El grafo resultante, realizado por Pablo Aragón y Alberto Bicho, confirma una red densa, tupida y bastante transversal. Tras aplicar la función modularidad, que agrupa los nodos que se relacionan entre sí, la red se divide en diferentes comunidades. La comunidad naranja, compuesta por 535 nodos, gira en torno al perfil de MediaLab Prado (@MediaLabPrado, el más influyente del encuentro. En ella se enredan usuarios de MediaLab Prado y algunos de los participantes en las sesiones que tuvieron lugar en dicho espacio, como @bienpensado (Javier Arteaga), @urbanohumano (Doménico di Siena), @WikipoliicaJal o @urbanbetas. La comunidad azul claro, compuesta por 471 usuarios, está compuesta principalmente por instituciones con sede en Madrid, como el Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofìa (@museoreinasofia) o Ayuntamiento de Madrid (@MADRID). Destaca la importancia del perfil de Manuela Carmena (@ManuelaCarmena), alcaldesa de Madrid, el nodo de dicha comunidad con contenido más replicado .

La comunidad verde, formada por 325 usuarios, está claramente presidida por el D Cent Project (@dcentproject). En ella aparecen influyentes actores internacionales en los campos de la democracia y la tecnología, que en su mayoría usan la lengua inglesa. Destacan los nodos de @nesta_uk (co-organizadora del encuentro), @paulmasonnews(el periodista Paul Mason), @RichDecibels (Richard D. Bartlett, fundador de la herramienta Loomio), @francesca_bria (directora del D Cent Project) o @TreborS (el académico Trebor Scholz ). En la comunidad morada, en la que participan 265 usuarios, el dialogo está tejido por actores influyentes en política digital, movimientos sociales y tecnopolítica, como Julian Assange, Pablo Soto (encargado de participación del Ayuntamiento de Madrid), Javier Toret o Baki Youssoufou (del movimiento francés Nuit Debout). Existe una subcomunidad, cuyo nodo principal es Pedro Kumamoto, de Wikipolítica Jalisco. La comunidad morada es clave, porque conecta casi todas las conversaciones.

La comunidad azul oscura, con 104 usuarios, es bastante heterogénea. Aunque las mayoría de sus miembros son destacados activistas y académicos brasileños (como Sergio Amadeu, Raquel Rolnik, Marcelo BRanco o Davi Miranda), en dicha comunidad también participa Birgitta Jónsdóttir (Partido Pirata de Islandia) o Natalie Fenton (Goldsmiths University of London).


El red resultante del hashtag #DemocracyLab brinda una panorámica de las sesiones, talleres y grupos de trabajo que tuvieron lugar entre el 23 y el 27 de mayo en MediaLab Prado. Como novedad al grafo correspondiente a todo el encuentro, destaca la existencia de una nueva comunidad (verde), con movimientos sociales, colectivos y actores relacionados con la ciudad. Al mismo tiempo, aplicando el parámetro betweenness centrality (intermediación), aparece más presente el perfil @abriendomadrid (del área de participación del Ayuntamiento de Madrid), @BarillariM5S (Davide Barillari, Movimento 5 Stelle) o el blog @CodigoAbiertoCC.

El diálogo existente de la red general del evento y el del #DemocracyLab tienen muchos patrones comunes. Existiendo hubs nítidos (nodos más influyentes) y clusters(racimos, conjuntos de nodos clave en el epicentro de una comunidad), la conversación de las ciudades democráticas es abierta, cooperativa y transversal. Algunos nodos están conectados simultáneamente a varias comunidades. Dichos nodos, como @iacocoba o @medialabprado, refuerzan los lazos débiles: construyen puentes y relaciones entre diferentes comunidades.

La red nacida en el encuentro #CiudadesDemocráticas insinúa un futuro de instituciones abiertas, diálogos asimétricos, internacionales y transversales entre los múltiples actores que buscan nuevos horizontes para la participación ciudadana.

11 de junio de 2016

"De frente para o futuro" artigo de Luiz Fernando Janot e o IAB (SPO)

Autor: Luiz Fernando Janot
Mini currículo: Luiz Fernando Janot é arquiteto urbanista, conselheiro federal do CAU/BR e coordenador de concursos do IAB

Foto: © Tuca Vieira. São Paulo: a cidade formal, Av. Paulista

O momento é propício para fazer uma reflexão sobre as transformações comportamentais que estão ocorrendo no mundo contemporâneo e as suas consequências na estruturação das cidades. Os significativos avanços tecnológicos dos meios de comunicação promoveram a superação dos limites territoriais, encurtaram distâncias, aproximaram civilizações e alteraram consideravelmente hábitos estratificados nas sociedades tradicionais.

Por sua vez, o determinismo financeiro que predomina na economia globalizada trouxe consigo regras que afetam diretamente certos valores culturais consolidados. As intervenções urbanas e arquitetônicas espalhadas pelo mundo afora mostram a tendência de privilegiar os aspectos econômicos e financeiros acima de qualquer outro valor. Poucas coisas escapam dessa lógica implacável do mercado que tem como lema a aplicação indiscriminada do pragmatismo de resultados imediatos na organização espacial das cidades.

Não obstante a aceitação generalizada dessa tendência, pode-se afirmar, com segurança, que a cidade do século XXI deverá incorporar novos paradigmas no seu processo de desenvolvimento urbano. Pensando nisso, o Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) promoveu recentemente um conjunto de seminários, com abrangência nacional, visando discutir e apresentar os meios factíveis para a construção de um ambiente urbano digno para a sociedade brasileira. Das conclusões desse evento extraímos alguns aspectos relevantes e esperamos que os mesmos sejam contemplados nos programas dos candidatos às eleições municipais.

Dentre eles, destacamos a afirmação de que a justiça social depende necessariamente da gestão democrática da cidade, da universalização da infraestrutura urbana e da oferta de serviços públicos prioritários. Os investimentos públicos em mobilidade urbana devem privilegiar o transporte de massa sobre trilhos, visto que o modelo rodoviário se torna, a cada dia, incompatível com os conceitos de cidade sustentável. No processo de planejamento urbano deve-se considerar que o pedestre vem antes do carro, a calçada antes da rua e o transporte público antes do privado.

Da mesma forma, entende-se que os conjuntos habitacionais para a população de baixa renda somente devem ser implantados em áreas urbanizadas, evitando-se, por conseguinte, a formação de guetos sociais nas periferias das grandes cidades. A expansão indefinida do tecido urbano não pode continuar sendo tolerada. As favelas consolidadas que fazem parte do contexto urbano e da cultura das nossas cidades precisam ser urbanizadas e regularizadas. Deverá ser facilitado um crédito imobiliário para as famílias pobres sem a intermediação dos costumeiros agentes institucionais. Afinal, as melhorias habitacionais fazem parte do universo da urbanização das favelas.

As cidades metropolitanas, por sua vez, não podem prescindir de um modelo de articulação política que responda solidariamente aos diversos problemas de mobilidade urbana, de habitação, de saneamento, de meio ambiente e de saúde pública. Nesse sentido, é preciso resgatar imediatamente o planejamento urbano integrado e com ele os projetos completos de urbanismo e de arquitetura como meio de aumentar a qualidade das obras, reduzir os custos e evitar os reajustes que alimentam a corrupção habitual na execução das obras. Concursos de projetos também devem ser incentivados como critério para a licitação de determinadas obras públicas.