25 de agosto de 2014

Lançamento do Concurso Anexo Biblioteca Nacional no Rio de Janeiro (BRA)


A Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região Portuária (CDURP) e a Fundação Biblioteca Nacional promoverão um concurso nacional de arquitetura, que será organizado pelo Instituto de Arquitetos do Brasil do Rio de Janeiro (IAB-RJ), para reformar a antiga Estação de Expurgo de Grãos do Ministério da Agricultura, no Centro do Rio. A proposta é transformar o prédio, que já abriga parte do acervo de periódicos da Fundação Biblioteca Nacional, no mais novo centro cultural da Região Portuária. O lançamento da competição que vai escolher o projeto de intervenção acontecerá no dia 26 de agosto, na sede do IAB-RJ, às 18h30min, e a publicação do edital deve acontecer na primeira semana de setembro.

A proposta da Fundação Biblioteca Nacional é transferir toda a sua imensa coleção de periódicos, com exemplares que remontam ao século XIX e alguns títulos raros, revistas e algumas publicações variadas para o antigo prédio do Ministério da Agricultura. Parte da área técnica da instituição também será deslocada para a região portuária. Com a intervenção, a edificação deverá atingir uma área de 30 mil metros quadrados.

“Com a requalificação do prédio, os setores de conservação e restauro, microrreprodução e digitalização, datacenter e BNDigital, registros de livros e direitos autorais farão parte da edificação. Além disso, o programa prevê a criação de uma sala de leitura, auditório, espaço de exposições e uma biblioteca de acesso público, configurando um importantíssimo equipamento cultural para a cidade”, explicou Renato Lessa, presidente da Fundação Biblioteca Nacional.

Segundo o presidente da CDURP, Alberto Silva, a reforma do prédio anexo da Biblioteca Nacional será importante no processo de revitalização da região portuária, empreendida pela Prefeitura do Rio:

“Este núcleo da Biblioteca Nacional é mais um forte exemplo de patrimônio público que era subutilizado, e agora, como parte da revitalização da região, vai servir a pesquisadores, estudantes e ao público em geral como mais um equipamento cultural de alto nível.”

A coordenadora do concurso, Norma Taulois, defende a realização de concurso para intervenções em equipamentos importantes como a do Anexo da Biblioteca Nacional. Para a arquiteta, essa modalidade de contratação de projeto permite que o universo dos arquitetos brasileiros pense sobre a proposta mais adequada de trabalho.

“A realização de um concurso de arquitetura é a forma mais democrática e transparente para a escolha de projetos de obras públicas. O Porto Maravilha, além de trazer vida a uma região esquecida, reforça a importância histórica do Centro do Rio de janeiro. Nesse contexto, o Anexo da Fundação Biblioteca Nacional vem contribuir como mais um marco da cultura nacional”, afirmou Norma Taulois.

Repositório legal de todo o patrimônio bibliográfico produzido em território nacional, o histórico prédio da sede da Fundação Biblioteca Nacional, localizado na Cinelândia, não tem mais capacidade física para abrigar seu crescente acervo. Na década de 1980, a Biblioteca recebeu o prédio da antiga Estação de Expurgo de Grãos do Ministério da Agricultura para ampliar a sua área de armazenamento, mas a capacidade atual está no limite.

Lançamento do Concurso Anexo da Biblioteca Nacional
Quando: terça-feira, 26 de agosto
Horário: 18h30min

Local: sede do IAB-RJ
Endereço: Rua do Pinheiro, 10, Flamengo

Fonte: IAB/RJ

5 de junio de 2014

EXPOSIÇÃO: Oscar Niemeyer: clássicos e inéditos (SPO)


Um dos personagens mais influentes da arquitetura moderna mundial, Oscar Niemeyer tornou-se ícone de uma época e de um estilo. Em reconhecimento a esse artista, o Itaú Cultural inaugura no dia 4 de junho a exposição Oscar Niemeyer: clássicos e inéditos ‒ uma seleção de projetos e materiais raros sobre obras clássicas, além de fotografias e maquetes.

Com curadoria de Lauro Cavalcanti e expografia de Pedro Mendes da Rocha, além dos trabalhos em si, a mostra examina o processo de criação de Niemeyer, possibilitando uma percepção única de sua produção. “O objetivo é revelar projetos inéditos que, por vários motivos, permaneceram no papel e, agora, são trazidos ao público por um extenso trabalho de pesquisa e digitalização de originais”, destaca Lauro.

© m2dsarchitects

Os desenhos de Oscar Niemeyer provêm, em sua grande maioria, de cadernos de trabalhos não executados. Eles nos permitem ver a metodologia do arquiteto e entender um pouco mais de seu modo de conceber, desenhar, escrever e, em alguns casos, acompanhar o desenvolvimento dos projetos. Com patrocínio do Itaú Unibanco, a Fundação Oscar Niemeyer realizou a digitalização de 4.800 desenhos e croquis originais de seu acervo, e parte desse material está presente na mostra.

Entre os materiais jamais expostos estão os originais do conjunto de 20 croquis preparados por Oscar Niemeyer, em 1997, para ser multiplicados e percorrer universidades de todo o país, e cópias heliográficas da sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, interferidas por traços de lápis de cor.

Merece atenção especial o projeto da cidade de Negev, em Israel, desenhada em 1964, apenas três anos após a inauguração de Brasília. Com características praticamente opostas à capital brasileira, Niemeyer tira completamente o protagonismo do automóvel, adota a verticalidade nas habitações e estabelece distâncias entre casa, trabalho e lazer que possam ser percorridas a pé, como numa antiga cidade medieval.

© m2dsarchitects

 © m2dsarchitects

Alguns dos maiores símbolos arquitetônicos de São Paulo – Copan, Memorial da América Latina e marquise do Parque Ibirapuera – foram produzidos na prancheta de Oscar Niemeyer, assim a exposição dedica um de seus espaços à relação do arquiteto com a cidade. Será possível acompanhar o raciocínio do arquiteto na criação de espaços urbanos. Entre as décadas de 1930 e 1990, Niemeyer projetou construções como o Centro Técnico da Aeronáutica (1947), o Clube dos 500 (1950), a fábrica da Duchen (1950) e a sede da Companhia Energética de São Paulo [Cesp (1979)].

Oscar Niemeyer: clássicos e inéditos
5 de junho a  27 de julho de 2014
terça a sexta das 9h às 20h; sábados, domingos e feriados das 11h às 20h
Piso 1, -1 e -2

Itaú Cultural
Avenida Paulista, 149 - São Paulo - 01311-000 
[Estação Brigadeiro do metrô]

Entrada franca
[livre para todos os públicos]

22 de mayo de 2014

Arquiteto: João Filgueiras Lima - Lelé (1932-2014)


"Considerado por Lúcio Costa um dos três mais importantes nomes da Arquitetura Modernista Brasileira, 'o arquiteto onde a arte e tecnologia se encontram e se entrosam - o construtor', faleceu na manhã de hoje (21/05), em Salvador, o arquiteto João Filgueiras Lima, o Lelé. Ele foi responsável por obras que transformaram a forma como o Brasil olhava sua Arquitetura. Desde o trabalho na construção de Brasília, passando pela criação da Fábrica de Equipamentos Comunitários em Salvador até o desenvolvimento da Rede Sarah de Hospitais, ele soube como ninguém unir técnica e arte, função e sensibilidade.

Lelé estava há longo tempo enfermo em decorrência de um câncer. Seu corpo será velado na capital baiana e depois transladado para Brasília, onde ocorrerá o sepultamento, na ala de pioneiros do Cemitério Campo da Esperança. Natural do Rio de Janeiro, tinha 82 anos. O arquiteto deixa três filhas e três netos".

"Sua produção, vasta e diversificada, será destaque do pavilhão brasileiro da 14a Bienal de Veneza, que começará no próximo dia 7 de junho. Entre seus principais projetos estão os hospitais da Rede Sarah (Brasília e sete outras capitais), o Centro Administrativo da Bahia, a Fábrica de Equipamentos Comunitários (FAEC) de Salvador e os prédios dos TCUs de oito capitais. A pedido do amigo Darcy Ribeiro, também projetou o Beijódromo na Universidade de Brasília".

Veja mais informações em CAU/BR (Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil).

10 de abril de 2014

Exposición: La Biblioteca del Greco, en el Museo del Prado (ESP)

LA BIBLIOTECA DEL GRECO 
1 abril - 29 junio 2014

Museo Nacional del Prado
Calle Ruiz de Alarcón 23 Madrid 28014

Imagen: Rodrigo de la Fuente (?), El Greco. Óleo sobre lienzo, 96 x 82,3 cm, h. 1582-1585. Madrid, Museo Nacional del Prado

Comisarios: Javier Docampo, Jefe del Área de Biblioteca, Archivo y Documentación del Museo Nacional del Prado, y José Riello, profesor del Departamento de Historia y Teoría del Arte de la Universidad Autónoma de Madrid

El Museo del Prado, la Biblioteca Nacional de España y la Fundación El Greco 2014 presentan la exposición “La biblioteca del Greco”, una muestra que además de reconstruir parte de la biblioteca del artista, invita a reflexionar sobre las interpretaciones tradicionales creadas en torno a su figura y su obra fundamentándose en los libros que el Greco tenía entre sus bienes y sus anotaciones al tratado de arquitectura de Vitruvio y las Vidas de Vasari. Junto a ellos se exponen también un ejemplar con obras de Jenofonte y otro con las de Apiano Alejandrino, que formaron parte de su biblioteca.

“La biblioteca del Greco” reconstruye las raíces teóricas y literarias del arte del Greco a través de 39 libros -cuatro de los cuales fueron de su propiedad-, y que se han podido identificar gracias a los dos inventarios realizados por su hijo Jorge Manuel en 1614 y 1621. La muestra se completa con tres manuscritos, los originales de los inventarios y una carta del Greco al cardenal Alessandro Farnese; nueve estampas, fundamentalmente obras de Cornelis Cort y de Alberto Durero, que fueron referencias ineludibles para el pintor; y cinco pinturas que muestran las variadas relaciones que pueden establecerse entre los cuadros y los libros del cretense, como El soplón o La Anunciación. En total, 56 obras que aproximan al visitante a lo que el Greco leyó y escribió, a sus conocimientos y a sus reflexiones como vehículo para comprender las ideas sobre el arte de la pintura que subyacen en su obra.

Haz click aquí para más información acerca de la exposición, consulta del listado de obras y programa de actividades relacionadas con la muestra.

3 de abril de 2014

Convocatoria: Premio de Arquitectura DOM3 PRIZE 2014 (ESP)


Nos invitan a todos los profesionales del campo de la arquitectura a participar en el DOM3 Prize 2014, organizado por la Asociación de Empresarios para la Vivienda de Alta Calidad (DOM3), que aglutina a profesionales con experiencia en diversos sectores.

SOBRE O CONCURSO
Este año es la primera edición del Premio de Arquitectura DOM3 PRIZE. Premio que consiste en la creación de una vivienda en la urbanización La Zagaleta, socio oficial de esta edición, que ha puesto a disposición de los participantes una parcela para la construcción de una villa unifamiliar de alta gama en un enclave privilegiado.

En esta primera edición de DOM3 PRIZE pueden participar arquitectos de todas las nacionalidades que se encuentren capacitados legalmente para ejercer la profesión en territorio español. La fecha límite de presentación de los trabajos concluirá el jueves 30 de mayo de 2014 a las 22.00 horas.

Con la convocatoria de este premio se propone a los concursantes que reflexionen sobre la vivienda de alta gama como máxima expresión de diseño, calidad y ubicación, tratando de unificar arquitectura, paisajismo e interiorismo en una sola creación. Además, el objetivo que perseguimos con DOM3 PRIZE es promover el desarrollo del segmento de las villas de alta gama en Marbella y su área de influencia.

Los participantes podrán realizar consultas a través del correo electrónico de la Secretaría del DOM3 PRIZE hasta el día 14 de abril y todas ellas, de forma anónima, así como las aclaraciones pertinentes realizadas por la organización del concurso se publicarán en nuestra página web el día 29 de abril.

BASES DEL PREMIO
Pueden descargar las bases del premio en formato PDF aquí. Igualmente, aquellas personas interesadas en participar deben hacer rellenar el siguiente documento, junto a la declaración esta declaración de responsabilidad.

Los planos de la parcela asignada por La Zagaleta pueden descargarse aquí.

Cualquier consulta que tengan pueden ponerse en contacto con la organización del premio. DOM3 Prize: secretaria@dome3.es

31 de marzo de 2014

EVENTO: Manifestação em defesa da Arquitetura e Engenharia (MP 630/13)

As instituições que representam os projetistas do país, além de entidades estudantis, promoverão manifestação a favor da arquitetura e contra a Medida Provisória 630/13, que amplia os poderes do polêmico Regime Diferenciado de Contratação (RDC). O ato público será realizado em frente ao Anexo II da Câmara dos Deputados, na próxima quarta-feira, 2 de abril, a partir das 14h. Manifestantes utilizarão máscaras de Oscar Niemeyer e Lúcio Costa para lembrar a importância da arquitetura de qualidade na construção das cidades brasileiras.

O Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), a Federação Nacional de Arquitetos e Urbanistas (FNA), a Associação Brasileira de Escritórios de Arquitetura (AsBEA), a Associação Brasileira de Ensino de Arquitetura (ABEA), a Associação Brasileira de Arquitetos Paisagistas (ABAP) e a Federação dos Estudantes de Arquitetura (FeNEA) organizam o movimento.

Aprovada por Comissão Mista do Congresso em 25 de março, a MP 630/13 tem prazo até dia 3 de abril para ser votada pelos parlamentares. A medida sacramenta a dispensa de “projeto completo” nas licitações de obras e serviços de Engenharia, e amplia o RDC para todos os empreendimentos contratados pela União, estados e municípios.

Na prática, isso permite que as licitações sejam feitas sem projetos, ficando por conta dos empreiteiros o pacote que envolve projeto executivo, obras, testes e demais operações inerentes ao empreendimento. Trata-se da chamada “contratação integrada”.
Os projetistas protestam contra “a promiscuidade existente quando projeto e obra ficam por conta das construtoras, pois isso induz à baixa qualidade, reajustes, superfaturamentos e atrasos. Quem projeta obra pública não deve construir e vice-versa”, diz Haroldo Pinheiro, presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR)

O presidente do IAB, Sérgio Magalhães, destaca a importância de se licitar obras apenas com o projeto completo. “É através do projeto executivo completo que se especifica as necessidades, a volumetria, a infraestrutura, os materiais e os outros componentes que servirão, inclusive, de parâmetros para os orçamentos”, afirma Sérgio Magalhães. “A inexistência do projeto executivo impossibilita o poder público de fiscalizar o que contratou com recursos arrecadados dos cidadãos”, argumenta Haroldo Pinheiro.

Fonte: CAU/BR